MANIFESTO
A sensação era de vigília
Nítida
Com a devida precisão
De uma memória
Do que já não existe...
O que há por trás do pranto?!
Busquei Gibran, poeta filósofo
Imergi em seu ambiente
Estive em seu coração...
Lado a lado
Subimos montanhas
D'ele ouvi sobre o amor
Seu altruísmo
Sua força transformadora
Que une em liberdade...
Ofertou-me um fruto
De dura casca
Quebrei-o
Plantei-o
Deixei-o sob o sol
Seguindo o curso
Das estações da vida...
Uma breve compreensão atingiu-me:
Oh! Persistente inverno
Por que insistes em ressurgir?
Dessacraliza-te!
Remodela-te!
Confronta a tua humanidade!
Utiliza-te do teu cajado
( De tão antigo que és)
E segue
Pastoreia
Guia Ovelhas
Distância-as dos lobos
Conceda-lhes a liberdade...
Por instantes, me distrai da razão...
Ana Gomes
2026