FLUXO
Como quem foge
Do compasso rotineiro do tempo
Me perco
Na musicalidade do teu olhar...
Sem esforço
Como quem quer construir um ritmo
Eu,
Na minha espontaneidade
Crio memórias...
Por que espanto-me tanto?!
Não sei bem
Se o tempo era o certo
(Ou sei?)
Tempo para repousar
Do excessivo frio
Do esgotante calor
Tempo para romper
A barreira geográfica
Tempo para a despedida
Para o recomeço...
Corpos nus
Inspira
Respira
Num abraço
E de novo noutro...
Enquanto há vida
Ela deseja
Das tuas mãos
Uma flor receber...
Por certo,
São instantes que não voltam mais
Ana Gomes
