terça-feira, 8 de julho de 2025

 FLUXO


Como quem foge

Do compasso rotineiro do tempo

Me perco

Na musicalidade do teu olhar...


Sem esforço 

Como quem quer construir um ritmo

Eu,

Na minha espontaneidade 

Crio memórias...


Por que espanto-me tanto?!

Não sei bem

Se o tempo era o certo

(Ou sei?)


Tempo para repousar

Do excessivo frio

Do esgotante calor 

Tempo para romper 

A barreira geográfica 

Tempo para a despedida 

Para o recomeço...


Corpos nus

Inspira

Respira

Num abraço 

E de novo noutro...


Enquanto há vida

Ela deseja

Das tuas mãos 

Uma flor receber...


Por certo,

São instantes que não voltam mais

Ana Gomes