Era comum
Aquele olhar
Que tudo avistavaO deteriorar das horas
Consumidas pelo tempo
Lhe mostrava
O antes
O depois...
Num movimento
Quase que ligeiro
Aproximou-se da janela
Viu a noite
De perto
Era chegado o momento
Da liberdade
Da quebra
Os resistentes grilhões
Seriam partidos
E dela
A poesia se aproximava
E quantas vidas ela tivesse
Saberia
Que dela precisava
Para a paz
Para a alegria
Preenchendo aquele vazio
Que pelas horas
Que pelo tempo
Deveria ser consumido...
Ela renascia...
Ana Gomes
