domingo, 16 de dezembro de 2012

GRILHÕES

Ergueu os olhos
Era comum
Aquele olhar

Que tudo avistava
O deteriorar das horas
Consumidas pelo tempo
Lhe mostrava
O antes
O depois...
Num movimento
Quase que ligeiro
Aproximou-se da janela
Viu a noite
De perto
Era chegado o momento
Da liberdade
Da quebra
Os resistentes grilhões
Seriam partidos
E dela
A poesia se aproximava
E quantas vidas ela tivesse
Saberia
Que dela precisava
Para a paz
Para a alegria
Preenchendo aquele vazio
Que pelas horas
Que pelo tempo
Deveria ser consumido...

Ela renascia...
 
Ana Gomes
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

SUJEIÇÃO


Condição humana
Percebo
Pressinto
Amor
Motivo único
Da vida...
Condição humana
Me entristece
A frieza
Das máquinas
Nas quase almas
Dos mortos vivos
Homens...
Minha poesia arde
Palmas das mãos
Toque
Textura
Cheiro suave
Forte...
Longo caminho
Reaprendo a viver
Sem ver
A contemplação
Da verdade
Nas humanas
Atitudes...

Direciono
Meu favorecido destino
Refresco minh’alma
Despida
Desta desconcertante
E convencional
Condição
Humana...

Ana Gomes